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Notícia01 de set. de 2026· por Do UOL, em São Paulo 24/08/2026 11h35 | economia.uol.com.br

Galípolo diz que Pix gera inclusão, mas admite maior risco de endividamento

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, saiu em defesa do Pix e afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos ampliou o acesso da população ao sistema financeiro. Ele, no entanto, reconheceu que a inclusão contribuiu para o aumento do endividamento.

O que aconteceu Galipolo defendeu os avanços proporcionados pelo Pix. O presidente do BC afirmou que o sistema de pagamentos foi responsável por 80 bilhões de transações, que movimentaram R$ 35 trilhões em 2025. Ele destaca que o serviço alcança 140 milhões de consumidores e 12,8 milhões de empresas, com ampla inclusão para a população de baixa renda. Presidente do BC destacou o papel do Pix na inclusão bancária. Galípolo afirmou que os pagamentos instantâneos ampliaram e distribuíram o acesso aos serviços financeiros. "A gente percebe que esse processo de inclusão estava praticamente flat [estável] ao longo dos anos que antecedem a inovação e a criação do Pix", disse durante apresentação no painel de abertura da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) Tech 2026. Ele ressaltou ainda o nível de confiança na ferramenta. Galípolo citou um levantamento da Genial/Quaest e ressaltou a confiança de 80% da população em relação ao Pix. "Tem um ponto que me preocupa, é que o Pix esteja em primeiro como instituição de confiança e o cônjuge [marido/esposa] esteja em quinto", observou, em tom descontraído. Boatos a respeito do Pix foram criticados pelo presidente do BC. Ele enfatizou que o sucesso da ferramenta de pagamentos resiste à desinformação e recomendou que a população busque apenas informações no portal oficial do Banco Central para evitar mentiras. "O BC só se manifesta por meio dos seus diretores e presidentes oficialmente. Na dúvida, acesse o site", orientou. Dívidas Endividamento foi citado como ponto de preocupação. Apesar de promover a inclusão de milhões de pessoas no sistema financeiro, o Pix também facilitou o acesso ao cartão de crédito e ao endividamento, admitiu Galípolo. "Não dá para ficar contente com uma notícia de que o crédito cresceu e depois reclamar do endividamento", observou. Galípolo ressaltou que nem toda dívida é prejudicial. Após comentar que o endividamento tende a crescer em períodos de taxas mais baixas ele explicou que processos como um financiamento não podem ser vistos como ruins para as famílias. "Quando alguém toma alguma dívida no setor imobiliário e compra uma casa, ela está constituindo um ativo", disse. O problema é você estar endividado com alguma coisa que não está constituindo um ativo, é um consumo efêmero e que vai virar um problema, especialmente com uma taxa de juros mais elevada ou com uma linha de crédito que não é adequada. Gabriel Galipolo.
ABLEMP · Defesa da Liberdade dos Meios de Pagamento